Estão tatuadas em minha mente as lembranças que tento esquecer a anos, não são lembranças ruins, não são lembranças boas, são apenas lembranças. São momentos que eu não precisava presenciar, são lembranças que fazem de mim um cúmplice anônimo.. elas são palavras mudas de vozes fracas que se desesperam e que arranham minha mente procurando uma abertura para sair.. Eu as desvio para outra atividade, para outro motivo.. despistá-las para um lugar fora do meu eixo, fora da minha concentração diária.. isso faz doer meus olhos, e me faz adormecer.. é lucidez esquecer do hoje para continuar o tormento de amanhã.. mas elas me fazem pensar em acabar louco, em ser um desistor diante de uma multidão que simplesmente não me compreende, de uma multidão que se pergunta: o que ele é ? o que ele pensa ? ele está louco ?.. uma inutil multidão..
Não sei como saio deste pesadelo, muito menos como amenizar.. apenas sei que se eu continuar vendo o que não quero ver nem ouvir em minha cabeça, eu serei um desistor naquela multidão de inuteis.. aquela multidão que saberá as respostas para suas perguntas quando eu não mais souber o que fazer, quando minha cabeça explodir e minhas feridas sangrarem, a duvida que se esclarecerá e entrará nos ouvidos daquelas curiosas mentes sujas, que eu sou um louco sem saidas, que fui apenas um escolhido. Um louco sabio que foi até o fim, e que não sobreviveu.
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