Algumas palavras.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Tudo obscuro.
Meu quarto é meu refúgio, as paredes percebem que estou pensando em negatividade e escurecem em um piscar de olhos, o piso liso se transforma em areia movediça e cada quadrado de azulejo cresce e se expande diante dos meus pés, me deixa tonto, assim, sem me mexer. Ao fechar os olhos a tontura dobra e em plena lucidez, no são consciente tudo fica anormal, diferente, cena de filme.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
De felicidade.
O Vento que sopra felicidade, não é uma brisa fresca como de cada verão, não é a mesma força que sopra os mares, e que balança as redes. É uma brisa quente que traz harmonia, que te impulsiona para aquilo que está mais óbvio, é uma brisa que te impulsiona para objetivos, é uma coisa simples, que incomoda, você sabe identificar, é um ar diferente, que causa arrepios e sensações diferentes.
sábado, 27 de abril de 2013
Alívio.
'Silêncio sem vozes. Ouve os sons dos órgãos vizinhos, sente as vibrações fora de sintonia, o barulho, os ruídos de todas as vias.
Medo.'
'Percepção com sentido. Sabe que não é em vão, sente que o sangue está vazando, a umidade, o cheiro de ferro.
Agonia.'
'Certeza absoluta. A cama está em lençóis brancos e limpos, vê que tudo está preparado, as velas, as lagrimas, o incenso.
Alívio.'
terça-feira, 9 de abril de 2013
Pesos e café
Dentre duas dúzias de meses, sem você perceber, pra todo ele a vida te libera um caminhão carregado de pesos de papel e algumas deliciosas xícaras de café, utilitários que se deve carregar e desfrutar pelo decorrer do tempo, durante o contrato... Pouco ou muito, bom ou ruim, necessário ou não. Pra cada ocasião, por aclives e declives sem choramingar, não deixando pra trás e não trapaceando... Se sempre evitando dores nas costas, nada para arrepender-se.
- As lagrimas aparecem e basicamente lavam o triste ali, na porta dos olhos, incomodado pelas náuseas passadas, peso de papel.
- Comemorando o dia mais esperado do ano lavando todos os passados inevitáveis, tomando uma deliciosa xícara de café.
terça-feira, 2 de abril de 2013
As portas sempre estiveram abertas para você, e as oportunidades estão á sua frente o tempo todo, elas surgiram por um acaso ? Ou seja, vários fatores envolvidos, que, juntos em qualquer segundo, qualquer mera atitude, ou qualquer mero movimento contribuem pra isso acontecer justamente com você; ou um por um suposto milagre ? Supondo como quiser supor, esta relação queima neurônios humanos, e necessariamente gera desentendimentos. Hoje há várias oportunidades, decidir qual será a melhor e apenas vive-la é o certo, decida-se e siga em frente, independente do acontecer, sem questiona-la.
terça-feira, 26 de março de 2013
" MM #14 "
5º E ultimo dia de férias.
De volta ao trabalho, uma nova amizade e Inverno.
Minha vida, como a de varias pessoas se resume em Trabalho,
família e namoro. No trabalho, conheci a Rose, uma amiga da Bella que inclusive
também faz o que ela faz, ela é aquela pessoa que ri por tudo, o tempo todo.
Absolutamente TUDO. Difícil de entender, ela parece um pouco retardada, no bom sentido, é uma
garota simpática, e fala bastante. Bella me apresentou a ela justo no momento
em que mais estava concentrado, tentando destruir um cupinzeiro, fomos até
tomar café na casa dela hoje a tarde.
Finalmente chegou a melhor época do ano, o Inverno. Ah, como
é bom esse clima... O Prazer de agasalhar-se e ficar no aconchego da lareira, a
noite, tomando café, no quentinho... não há nada melhor, sem dúvidas. Não contando
com o fato de o nosso corpo não se desgastar tanto quanto no verão, por exemplo,
muito mais energia pra gastar, e muito mais diversão. Aqui não neva, triste por
um lado, minha diversão no Inverno la em Sandpoint durante o dia era
divertir-se na neve, brincar com meus amigos de pega-pega e outras brincadeiras
que nos faziam querer tirar os agasalhos, de tanta adrenalina.
Hoje estou decidido a voltar ao trabalho, não aguento mais
ficar em casa. Ajudar a Bella é legal, foi ótimo aprender mais sobre o trabalho
dela, tomara que ela não queira saber sobre o meu... bom, já que ela pensa que
eu corto mato por aí, ela não vai estar tão interessada. O importante sempre é
o lucro.
quinta-feira, 14 de março de 2013
MM #13
4º Dia de férias.
Brigas de casal, uma suspeita e uma foto.
Ele não para mais em casa, não brinca mais comigo, e está
agindo muito estranho. Acho que ele está ficando velho. Alfredo está abatido,
pensativo, e na dele... Ouvi dizer que quando um cachorro se sente assim é por
que está no fim dos seus dias. Dês de aquele dia de pesca ele está assim, não quero acreditar no que
dizem, ele estava tão sadio aquele dia, o que aconteceu ? assim do nada... Estou
preocupado, não sei o que faço.
Achei uma foto sem cores, um pouco antiga e desgastada de uma
moça loira com um bebê recém nascido no colo, toda soada... Parecia que ela
tinha terminado de parir naquele exato instante. Era uma foto muito interessante,
você a olhava, e ficava lá percebendo os detalhes do quarto... a reação do
rosto daquela mãe, da emoção em segurar aquela criança pela primeira vez em seu
colo. Ela era muito bonita inclusive... achei nas gavetas do meu irmão do meio, não sei se quer a idade dele... deve ter lá seus 12 anos, enfim. Me perguntei
quem seria esta moça da foto, mas deixei por lá, afinal... pouco me importa,
ele deve ter achado na rua ou sei lá qual seria o destino daquilo.
Por causa de algumas Abelhas, Bella está furiosa comigo...
da pra acreditar ? a cena foi a seguinte: Lá estávamos nós, como sempre
cuidando de matos... bom, ela estava plantando alguma outra muda, de qualquer
outra planta que eu não me lembro... Eu estava colhendo alguns ‘Copos de Leite’,
mamãe os adora, sempre levo alguns pra ela fazer arranjos e espalha-los pela casa.
Na verdade eu só faço isso, convivo com os matos todos os dias, só que não
cultivo, só atrapalho a maioria das vezes, enfim. Tinha algumas abelhas ao redor
dos copos de leite, eu não ligo, elas estavam fazendo seus respectivos
trabalhos, porém, hoje pela manhã, coloquei uma linda flor nos cabelos de
Bella, entre meio sua orelha, ela estava linda demais ! as abelhas também
gostaram, acho eu... percebi que aquela flor atraiu-as, fiquei com medo de as
abelhas por algum modo se sentirem ameaçadas e atacassem ela. Não hesitei, e
matei todas. Ela não gostou muito da ideia.
terça-feira, 5 de março de 2013
Atríto
“ - Logo mais tarde, as vidraças embaçarão-se em um piscar
de olhos. La fora o vento continuará quente, e aqui dentro a afinidade será fria, feita por
nós, o nosso frio de desentendimento intimidará, e, nos impedirão de enxergar
o tempo de mormaço quente, que inclusive, está sendo aproveitado pelos nossos
amigos lá fora, ouça os risos... “
Quando as janelas e portas estavam fechadas, aqui, em quatro
paredes, nosso atrito sempre esteve presente. Quando as vidraças embaçavam,
naquele piscar de olhos tudo mudava, você sabe que sempre foi inevitável.
---#---#---#---#---#---
Depois de um bom tempo, quando finalmente aconteceu algo bom,
as vidraças desembaçaram, e o tempo se inverteu nos permitindo enxergar que o
tempo lá fora sempre foi pura neve, e que o atrito, por nossas mentes, foram
sempre um motivo para que alguma vez, acontecesse algo bom. Até então.
domingo, 3 de março de 2013
" MM #12 "
3° Dia de férias
Sem Dinheiro, Curioso e Uma observação.
De tédio, imenso tédio, resolvi usar minhas táticas e
artimanhas para espionar meus empregados em ação. Disfarçadamente os acompanhei
de perto, cauteloso, para seguir seus passos e seus objetivos do dia-a-dia...
Eles não se dão muito bem, percebi. Alfa é quieto, mas gosta de mostrar
serviço, não é muito recomendável mexer com ele nos seus dias de ira. Edy
gosta de provocar, por pura diversão quase sempre, eu até estava me acostumando,
mas este não é o caso. O ocorrido foi o seguinte: Ele estava de olho em uma
dama da grana toda glamourosa, toda charmosa, que passeava com seu ‘ Basset ' em
frente á prefeitura, pedindo para ser furtada. Alfa pareceu não estar gostando
muito da ideia por não ser seguro, e apropriado naquele momento, afinal, uma
das nossas regras básicas é: Não envolver-se em ‘furto qualificado’ quando a
vítima está sozinha, sem multidões, sem movimento, por mais que ‘tal’ esteja
totalmente vulnerável. Edy, como sempre foi um cara teimoso, insistiu em provar
sua eficiência, e sua habilidade em não deixar vestígios, ser cauteloso e ágil.
Já decidido, alfa recusou a ideia e basicamente ordenou que isso não seria
feito, pois iria acabar com todas as expectativas, e o grupo seria manjado e
procurado pelas autoridades eternamente. Depois de uma longa discussão entre os
dois, e é claro, eu lá escondido assistindo no meu canto... Não aconteceu o tal
roubo, e o resto do dia foi lucrativo para ambos. Estão ganhando bastante
dinheiro.
Falando em dinheiro, eu estou tão pobre que se minha
namorada me pedir pra tomar um sorvete... passarei vergonha. Esse é o problema
de trabalhar por conta própria, você não tem dinheiro pras ferias, ou melhor,
você teria se soubesse usar o dinheiro que ganha, ops, furta... Edy e Alfa
estão lucrando bastante, eu não sei se aguentarei tanto tempo assim, de férias.
Está sendo bom, pensando por outro lado, sendo otimista. Bella está feliz como
nunca, por eu estar dando atenção todos os dias a ela, todas as noites, e
sempre também pelas manhãs, ajudando-a e aprendendo mais e mais sobre os ‘matos’.
Hoje plantamos sementes de Tulipas, Bella disse que elas são de origem Turco, e
que depois de adultas podem durar até 3 meses, regando-as diariamente, é claro.
Sem contar com seu aroma inconfundível.
Não cheguei a lhes contar até então, mas sou filho adotivo,
é... Meus pais não sabem que eu sei, seria tudo bem mais nítido, talvez até
mudaria a forma de me tratarem, se pra bom ou pra ruim não sei, talvez seja por
isso que não pago pra ver, vou esperar eles entrarem no assunto. Eu descobri
fuçando as coisas da mamãe, procurando algum caderno em bom estado e com folhas
limpas pra poder escrever isso tudo, inclusive, achei e é neste caderno que,
entre meio as suas folhas, achei uma certidão de adoção que comprovava que eu
sou adotivo, e é neste caderno que escrevo minha vida hoje.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Coisas de mulher.
Seus pais estranham, pois ela se tranca no quarto todas as
noites, escreve suas palavras, e se derrete nas lagrimas. Quando em multidões
escolares, com seus amigos, seu corpo esquenta ao máximo, e em fração de segundos
surgem gotas de suor em seu nariz arredondado, impossível não perceber.
Quieta a maioria das vezes, ela é detetive, e sabe
exatamente de tudo e de todos que tem algum tipo de envolvimento com o motivo
do seu choro. A noite ela apenas repensa e passa tudo a limpo.
Sempre faz de tudo, e capricha em sua aparência quando vai sair
pra qualquer lugar, do jeito que tem que ser, nada exagerado, mas também nada
simples, do jeito que gosta... na esperança de encontra-lo. Segundos depois se
sente desgostosa por ser aparentemente insuficiente, e assim, fica mexendo em
seu cabelo, envergonhada, o tempo todo, já mudada de opinião, não querendo que
o mundo a veja na situação que pensa ser precária, de praxe, paranoias de
mulher.
Quando chega a hora, seu suor se acanha e se controla, seu
interesse é quase nulo, e a aparência pouco importa. Apenas o coração palpita
forte, e o mundo para, pra pensar mil futuras coisas bonitas.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Um sentimento extinto.
Amor
O que é: Sentimento raro, difícil de encontrar e de sentir.
Sua história: Antigamente era comum vê-lo nos olhares, nos atos e nas praças.
Como era vivenciado: Em seus hospedeiros em meados das épocas de puberdade, em época de descobrir a vida, ele era frequentemente visto, entendido e provado.
Situação: De uns tempos pra cá foi decretado o começo de sua extinção, seus hospedeiros do sexo masculino não souberam usa-lo corretamente, alguns desacreditando e duvidando, por decepções "amorosas", entre outros motivos.
Atualidade: Atualmente as pessoas ainda procuram saber a sensação, as vezes acham um falsificado, vindo de outras fontes, por outros motivos... e acabam sendo vítimas. Outras se fazem de vítimas, pra tentar obte-lo covardemente. São poucos os que acham o verdadeiro, e conseguem carrega-lo por um bom tempo.
O que é: Sentimento raro, difícil de encontrar e de sentir.
Sua história: Antigamente era comum vê-lo nos olhares, nos atos e nas praças.
Como era vivenciado: Em seus hospedeiros em meados das épocas de puberdade, em época de descobrir a vida, ele era frequentemente visto, entendido e provado.
Situação: De uns tempos pra cá foi decretado o começo de sua extinção, seus hospedeiros do sexo masculino não souberam usa-lo corretamente, alguns desacreditando e duvidando, por decepções "amorosas", entre outros motivos.
Atualidade: Atualmente as pessoas ainda procuram saber a sensação, as vezes acham um falsificado, vindo de outras fontes, por outros motivos... e acabam sendo vítimas. Outras se fazem de vítimas, pra tentar obte-lo covardemente. São poucos os que acham o verdadeiro, e conseguem carrega-lo por um bom tempo.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
MM #11
Segundo dia de ferias.
5 peixes estraçalhados e mais uma discução.
Por puro tédio resolvi ir ajudar papai na loja, mas foi meu pior
erro. Ele estava todo estressado por até hoje não ter chego o tecido de jacaré
que ele tinha comprado pra fazer algumas botas de encomenda, pra um moço bom da
grana aí da cidade á fora. Ele me ama, me odeia, me idolatra, me escraviza. Eu
não entendo o amor que ele sente por mim, hoje pela manhã, só por eu ter
esquecido de devolver o troco para o cliente, e o ter deixado ir, ele ficou
furioso, falando coisas fortes e que não era necessário ser ditas no momento,
e que não vou cita-las por ser um pouco forte. Eu realmente fiquei magoado, foi
até ai que resolvi voltar pra casa.
Ontem pela tarde, Alfredo e eu fomos pescar no rio que
entrelaça a fazenda do seu firmino, um grande amigo da minha família, que nos
ajudou muito, inclusive, quando viemos morar pra cá. Andar até lá é um desafio,
é bastante longe, acho eu que da uns 10 km de caminhada... Fomos apenas eu e o
Alfredo, com expectativas de voltarmos com vários e vários peixes dos grandes
pra casa, ele gosta de caminhar então pra ele tudo bem.
Por ser a sua primeira experiência de pescaria, não foi...
muito... correto, vamos dizer assim. Logo quando empurrei o barco para a água,
o sacana não pensou duas vezes e mergulhou com tudo em busca de algum peixe,
ali, dando sopa que teria avistado. Eu fiquei desesperado, pois pensei que ele
não soubesse nadar, e não o vi por alguns segundos, pensei que estivesse
afogando-se... Procurei por todos os lados, e nada. Quando de repente ele
submerge com aquela cara alegre, e com um baita peixe na boca sofrendo pra
nadar e respirar ao mesmo tempo. E assim foi pelo resto do dia... Fiquei muito
chateado, ele pescou mais do que eu. Consegui pescar 4 míseros peixinhos, até
por que... Quem consegue pescar em paz com um cão pulando a cada 5 minutos na água,
pescando do modo mais fácil e divertido ? é praticamente impossível. Já ele
fartou-se com 7 Peixes de tamanho ótimo, comparando aos que eu pesquei... O
problema é que apenas 2 estavam aproveitáveis, por que o senhor Alfredo
estraçalhou os 5 maiores que tinha adquirido. Pra ele, aposto que foi o melhor
dia de sua vida. Lucro total: 6 Peixes, péssima pescaria.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
MM #10
Primeiro dia de Férias.
Espinhos malditos, terra grudenta e cheiro de defunto... eu
não entendo como isso pode ser divertido, tem gente que vive em volta disso o
tempo todo. Bella disse que tudo isso, todo esse sistema é vital para nossa
saúde, também para nossa auto-estima. Por mais que eu não esteja acostumado com
tudo isso, estou me saindo bem, e pegando o jeito da coisa, por ser o meu
primeiro dia ajudando ela. E olha só, descobri que toda nossa ‘Flora’ (tudo que
é botânico) fabrica oxigênio ! Sim, nós respiramos graças a elas... Simples
assim.
Hoje é domingo, e como sempre o pessoal vai pra tal Missa.
Aglomeração e tumulto, perfeito pra obter lucros. Edy e Alfa devem estar
fazendo a festa, afinal, onde seria a maior fonte de dinheiro corrupto, a não
ser a igreja ? Palestras políticas e Greves são uma imensa fonte de lucros
também, mas não tanto, quanto a Igreja dos dízimos. Eles estão se dando super
bem, sem dúvidas.
Alfredo está a tempos me enchendo as paciências querendo
sair para o parque novamente, mas depois daquele dia em que me fez passar
tamanha vergonha, perante aquela senhora feia, praticando atos imorais na perna
peluda e aconchegante dela, estou com um pé atrás... Mas como ele é meu melhor
amigo, vou leva-lo para pescar hoje depois do almoço. Aposto que ele vai gostar
de ver um peixe, pela primeira vez na vida, e tomar um banho de cachoeira.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Sem ti
Eu quero sentir tudo isso sozinho, sem precisar que alguém
me entenda.
Quero ficar no meu canto e esperar que eu não me arrependa.
Eu
preciso caminhar sozinho, e quero que não me acompanhe.
Vou ficar acanhado, pare... não me olhe.
Não me queira bem, eu quero viver sempre sozinho sem depender
de alguém.
Viva sua vida e pense somente em si, eu estarei aqui feliz se sempre viver sozinho, sem ti.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
mais que você
Me queime o máximo, eu sempre estou acima de você
Eu sou blindado, tenho poder.
As brisas fortes, provocam faíscas que me faz arder
Mas eu sou úmido, imune a você.
Sempre escutei, seus gritos me fizeram ser
Ser diferente, mais que você.
Torture mais, e tente perceber
Sou forte demais pra você.
Corri pra longe gritando alto,
desabafando cauteloso, alcoolizado.
Peguei atalhos, me cortei nos galhos,
me sentindo soberbo por ser mais do que você.
Adormecer e nunca mais sofrer
Acordar com dores de cabeça e perceber
Que ser imune é não doer.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
MM #9
Esconder-se através do piano sujo de teias de aranha, mofo e
baratas era meu maior divertimento, sempre que me procuravam nunca sabiam onde
eu estava, ou fingiam não saber. Até que um dia o queimaram, e eu fiquei por ali
olhando para aquela parede limpa e desconhecida, nunca tinha reparado mas, ela
ficou tão estranha sem todo aquele mofo... Depois disso nunca mais brinquei,
até por que, qual seria o mais perfeito esconderijo depois daquele ? quem
procuraria através de um piano sujo e coberto de mofo ? bons tempos, também...
Resolvi tirar Férias, chique não ? então... preciso dar um tempo
para minha namorada, para meu amigo, e dedicar meu tempo em conhecer o verde
que ela colhe. Preciso viver minha vida também, não é ? eu tão jovem, e já
cansado de trabalhar. É, não chego a estar desanimado, ainda... mas, cansado. E
daqui então, aproveito minhas ferias dando mas tempero aos meus prazeres, e
assim, dando prazer ás atividades do dia-a-dia.
Edy, e Alfa não gostaram muito da ideia de eu tirar ferias,
afinal... eles não sabem trabalhar sem minha pessoa, segundo ambos. Boa parte
das técnicas que hoje sabem, foram eu que ensinei, e até hoje não sabem fazer
direito, novatos... Eles vão se dar bem, e terão bons lucros. Expliquei a eles
que logo voltarei, e que precisava de um tempo. Eles não entenderam, afinal, só
sabem rir e bater um no outro.
O Alfa é um garoto bem humilde, pobre e chato. Pensa em
comida 16 horas por dia, suponho eu que quando esteja dormindo não pense também
em comida, por que seria o cumulo da gordice. Mas olha só que engraçado... ele
é tão magro, mas tão magro e corcunda que aparenta ser desnutrido, coitado. Vai
entender...
O Edy é mais aquele mocinho elegante, que engana as
expectativas... confesso que ele tem um ótimo gosto para roupas, e sabe se
vestir... e que inclusive é muito bom para nosso disfarce. O problema é que ele
sempre foi muito cauteloso e nojentinho, aponto de... sabe... eu desconfio um
pouco que ele seja assim... “Afeminado” essa é a palavra certa ! mas ambos sabem
o que fazem. Vão se sair bem, e nem vão se quer notar minha ausência.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Feito um tiro.
Bem as vezes, quase nunca, faço-me ser azul parecido ao céu pra chamar atenção, e la vou eu atravessar suas discuções feito um tiro. Hoje Levo o meu amor no bolso do paletó, junto á minha caneta de ouro, não esqueço. E nunca perco de vista.
Escrevi: ” Se quer que eu precise de você a todo instante pra eu é demais ! O tempo sempre me diz que não é assim que se vive. Outro dia a caneca ficou pendurada no tempo, por um segundo, quando caiu da mesa, esperou eu me assustar pra poder quebrar, depois de vários quiques. Até a caneca me espera, e me entende. “
Eu balanço, balanço e balanço na minha rede e lembro que você era tão sem graça, que não posso imaginar por que pra mim você foi tudo isso.
Pula na cama, cai da cama, gira na cama. E enfim quebra a cama.
No começo, uma pitada de ciúmes é o ingrediente principal. Voltimeia vá analisar como está o processo de crescimento, e pra finalizar tira do forno o que provavelmente já te cozinhou por inteiro.
De: Rafael Vieira Ruppel
Escrevi: ” Se quer que eu precise de você a todo instante pra eu é demais ! O tempo sempre me diz que não é assim que se vive. Outro dia a caneca ficou pendurada no tempo, por um segundo, quando caiu da mesa, esperou eu me assustar pra poder quebrar, depois de vários quiques. Até a caneca me espera, e me entende. “
Eu balanço, balanço e balanço na minha rede e lembro que você era tão sem graça, que não posso imaginar por que pra mim você foi tudo isso.
Pula na cama, cai da cama, gira na cama. E enfim quebra a cama.
No começo, uma pitada de ciúmes é o ingrediente principal. Voltimeia vá analisar como está o processo de crescimento, e pra finalizar tira do forno o que provavelmente já te cozinhou por inteiro.
De: Rafael Vieira Ruppel
Os sentimentos
Alguns brotam do 'onde' e do 'por quê', um detalhe e uma explicação, um olhar e uma percepção, e nunca mais morrem. Tais chegam e ficam rondando pelo seu eu, e não alocam-se no dito coração, mente ou alma. Uns adormecem dentro de você, e só acordam quando convém. Outros mais rudes as vezes vem a tona, e sempre estão por ali. Bem ou mal, lá estão eles fazendo você sentir-se diferente. Um especialmente agente tenta tirar, pois incomoda, ele apenas dorme temporariamente quando a mente assim deseja, é claro. Até você resolver olhar pra algum outro ‘onde’ de um mero detalhe de uma pessoa que lhe desperta interesses e resolver se perguntar o ‘por quê’ da percepção, aí lá vai ele acordar novamente... Onde quer que esteja, e seja onde for, é ali que eles estão, dentro de você. Boa parte deles fazem você derrubar lágrimas pelo chão, e ficam ali na porta dos olhos até cansar-se, ou até chegar o turno do sono. Outros te fazem ficar inquieto, com medo, e as vezes nem o próprio sono tem autoridade de se hospedar. Alguns deitam sobre seu objetivo, e permanecem ali até quando sua mente decidir a hora de sair, e, alguns folgados questionam a autoridade, e ainda insistem em ficar. Sem sucesso, as vezes. Tem um também que faz você sentir-se elétrico, com energias infinitas e incansavelmente competitivo, e que inclusive, acaba com todas suas energias num piscar de olhos, o sono espertinho sempre está ali próximo a ele.
Quando chegam não saem, quando ficam empacam, e quando começam a trabalhar, não param. Afinal, a mente controla todos eles, um por um. Só não sei quem é que controla por completo a nossa mente.
De: Rafael Vieira Ruppel.
Quando chegam não saem, quando ficam empacam, e quando começam a trabalhar, não param. Afinal, a mente controla todos eles, um por um. Só não sei quem é que controla por completo a nossa mente.
De: Rafael Vieira Ruppel.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
MM #8
Ontem chutei o “pé da cama” quando estava vindo pro quarto,
não existe sentimento tão desprezível quanto esse. Eu gritei tantos palavrões,
mas tantos palavrões, que eu acho que até cheguei a inventar alguns, só pra
descarregar o ódio de aquela cama estar ali, atrapalhando. Tá, ela não estava
atrapalhando, e estava no seu devido lugar, eu é que estava com um pouquinho de
pressa. Até então consegui parar de xingar, mas naquele mesmo momento caí na
gargalhada incontrolavelmente. Foi uma situação, que, sem duvidas terá de ser
relembrada, viu ? por isso sempre é bom anotar as coisas, como faço
ultimamente. Alguém ao menos irá ler tudo isto, e imaginar a cena. Espero que
seja pelo menos meus netos, bisnetos, e tataranetos. “Menos papai”. Aliás, um
abraço á todos.
Consegui quebrar meu dedo, mas não tem problema. Para
compensar, também consegui o perdão da Bella, depois de um longo tempo sem
vê-la, não me aguentava mais de ansiedade de lascar um beijo naquela pele linda
que tens, ela realmente ficou chateada por aquela situação que já havia anotado
por estas folhas. Vou até deixar explicado mais detalhadamente como foi...
Em uma noite nublada de quinta-feira, estávamos balançando
na rede da casa dela na varanda, era uma noite fresca apesar de não conseguir
ver ao menos as estrelas, eu ainda lembro. Estava perfeito com ela ao lado,
Calor humano. Ela tinha me dito que faria a tal peça de teatro no fim de
semana, estava ensaiando incansavelmente á meses. A peça era sobre uma menina
órfão, que foi parar em um convento por seus pais não a quererem, enfim. Ela me
disse algo assim, meio que por cima. Naquele dia, eu estava com a cabeça nas
nuvens, sabe... desentendimento familiar. Até por que, sempre fui a ovelha
negra da família. Tipo um rebelde... um rebelde humilde...
Confesso que não prestei muita atenção na parte que ela disse
que seria no fim de semana a tal peça, e este foi o momento que fez brotar a
tristeza que teve por minha pessoa, depois do vacilo, é claro. Foi doloroso pra
ela, tanto quanto foi pra mim não te-la todas as manhãs como de costume. Olha,
quando acostumamos com uma pessoa no
nosso dia-a-dia, não é fácil desconsidera-la, querendo ou não. No final das
contas expliquei a ela a minha situação, e o por quê de não ter lembrado de ir
na peça. Ela entendeu e finalmente me perdoou, porém, eu sei que ela ainda está
com um pé atrás comigo, por que, cá entre nós... Se não ás escutarmos, mais
tarde elas vão jogar isso na nossa cara, e necessariamente vão nos fazer arrepender-se
profundamente, afinal... Elas sempre conseguem.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
MM #7
Depois que me mudei pra este lugar, á 4 anos atrás nunca mais
vivi tão alegre e tão vivo quanto antes. Parece que tudo por aqui é artificial,
sempre. ...As pessoas, o ambiente e o modo de viver até que não são ruins, e
nada, absolutamente lugar algum se compara a nossa antiga cabana, em
Sandpoint. Lá sim era literalmente frio,
porém, tinha vida. Poucas vidas que aqueciam uns aos outros. Nada infeliz,
pelas manhãs era diversão na neve, quando inverno. E pelas noites, diversão
enfrente á lareira. Vizinhos distantes e companheiros. Ao contrario daqui, aglomerados
e fofoqueiros.
Se tem uma coisa que
senti em ter deixado para trás, foi a pequena vizinhança. Tudo lá era diferente.
Nos tempos de aperto, quaisquer sejam os motivos, seus próximos faziam de tudo
para que você, e todos á volta se sentissem bem, pois acreditavam que assim, o
calor era mais intenso e o convívio mais vital. Não haviam desentendimentos,
muito menos tristeza. Me sentia solitário as vezes por não ter amigos próximos,
mas sabia que estava feliz por ter ali quase tudo o que eu precisava pra ficar
bem.
Normalmente víamos ursos por lá, por incrível que pareça eles
não são tão raivosos como dizem na televisão, é claro que nunca toquei em um
vivo, papai já, e muito menos cheguei perto, por que apesar de eles aparentarem
ser dóceis, fica um pouco de receio, afinal, podia ser que eu teria muito a
perder se resolvesse tirar minhas duvidas, não é ? Papai dizia que não havia
perigo, se eu não resolvesse olhar pra comida deles, e muito menos pra seus
filhotes. Eu aposto que se você fosse uma criança curiosa como eu, e tivesse em
mãos um binóculo faria o mesmo !. Os observaria todos os dias, a todo o momento.
Não é muito interessante, eles só sabem dormir, e pescar. Bom... Pelo menos os
ursos de lá eram assim.
Sinto falta.
Assinar:
Postagens (Atom)