Seus pais estranham, pois ela se tranca no quarto todas as
noites, escreve suas palavras, e se derrete nas lagrimas. Quando em multidões
escolares, com seus amigos, seu corpo esquenta ao máximo, e em fração de segundos
surgem gotas de suor em seu nariz arredondado, impossível não perceber.
Quieta a maioria das vezes, ela é detetive, e sabe
exatamente de tudo e de todos que tem algum tipo de envolvimento com o motivo
do seu choro. A noite ela apenas repensa e passa tudo a limpo.
Sempre faz de tudo, e capricha em sua aparência quando vai sair
pra qualquer lugar, do jeito que tem que ser, nada exagerado, mas também nada
simples, do jeito que gosta... na esperança de encontra-lo. Segundos depois se
sente desgostosa por ser aparentemente insuficiente, e assim, fica mexendo em
seu cabelo, envergonhada, o tempo todo, já mudada de opinião, não querendo que
o mundo a veja na situação que pensa ser precária, de praxe, paranoias de
mulher.
Quando chega a hora, seu suor se acanha e se controla, seu
interesse é quase nulo, e a aparência pouco importa. Apenas o coração palpita
forte, e o mundo para, pra pensar mil futuras coisas bonitas.
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