quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Coisas de mulher.


Seus pais estranham, pois ela se tranca no quarto todas as noites, escreve suas palavras, e se derrete nas lagrimas. Quando em multidões escolares, com seus amigos, seu corpo esquenta ao máximo, e em fração de segundos surgem gotas de suor em seu nariz arredondado, impossível não perceber.

Quieta a maioria das vezes, ela é detetive, e sabe exatamente de tudo e de todos que tem algum tipo de envolvimento com o motivo do seu choro. A noite ela apenas repensa e passa tudo a limpo.

Sempre faz de tudo, e capricha em sua aparência quando vai sair pra qualquer lugar, do jeito que tem que ser, nada exagerado, mas também nada simples, do jeito que gosta... na esperança de encontra-lo. Segundos depois se sente desgostosa por ser aparentemente insuficiente, e assim, fica mexendo em seu cabelo, envergonhada, o tempo todo, já mudada de opinião, não querendo que o mundo a veja na situação que pensa ser precária, de praxe, paranoias de mulher.

Quando chega a hora, seu suor se acanha e se controla, seu interesse é quase nulo, e a aparência pouco importa. Apenas o coração palpita forte, e o mundo para, pra pensar mil futuras coisas bonitas.

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